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Temperatura é um dos pontos mais críticos da segurança de alimentos. Um alimento que passa tempo demais fora da faixa correta pode se tornar um risco para o cliente, além de gerar perda de estoque.
O problema é que, em muitos restaurantes, a temperatura é anotada no fim do turno, de uma vez só, só para constar. Esse tipo de registro não protege ninguém.
Onde medir
- Câmaras frias e geladeiras: onde ficam carnes, laticínios e preparos.
- Freezers: congelados.
- Balcões e buffets quentes e frios: alimentos expostos para consumo.
- Recebimento de mercadorias: refrigerados e congelados ao chegar.
- Preparos finalizados: quando exigido pelo seu procedimento.
Faixas de referência
De forma geral, a legislação sanitária brasileira usa referências como:
| Situação | Referência geral |
|---|---|
| Refrigeração | até 5 °C |
| Congelamento | −18 °C ou menos |
| Manutenção a quente | acima de 60 °C |
Esses valores variam conforme o tipo de alimento, a norma do seu estado ou município e o seu Manual de Boas Práticas. Confirme com a norma vigente e com o responsável técnico e use as faixas definidas por eles nos seus checklists.
Como registrar do jeito certo
- Valor numérico, não só “OK”. Registre o número lido no termômetro.
- Horário e responsável. Quem mediu e quando.
- Foto do visor nos pontos críticos, principalmente em câmaras e freezers.
- Frequência definida. Por exemplo, na abertura, no meio do turno e no fechamento. A frequência ideal depende da sua operação.
- Calibração. Termômetro descalibrado dá registro falso. Mantenha o controle de manutenção e calibração.
O que fazer quando a temperatura sai do padrão
Registrar o valor é só metade do trabalho. É preciso ter uma ação corretiva definida:
- Confirme a leitura (repita a medição).
- Verifique a causa: porta aberta, equipamento desligado, sobrecarga ou falha.
- Proteja o alimento: avalie o tempo fora da faixa e a decisão (reaproveitar, transferir ou descartar), conforme o seu procedimento.
- Acione a manutenção, se necessário.
- Registre tudo: o valor, a causa, a ação e quem a executou.
Quando a falha se repete, vale criar um plano de ação com 5W2H.
Alerta na hora certa
O maior risco não é medir errado, é descobrir tarde. Se a câmara falha às 6h e você só vê o registro às 18h, o prejuízo já aconteceu. Por isso vale configurar alertas para quando uma medição não é feita no horário ou sai da faixa.
Como o IziCheck ajuda
No IziCheck você cria um item numérico para cada equipamento, define a faixa esperada e exige foto no ponto crítico. O horário e o responsável ficam gravados automaticamente, funciona mesmo na câmara fria sem sinal e o gestor recebe alerta pelo Telegram quando algo atrasa ou sai do padrão. Veja também a página para padarias e mercados, onde o controle de câmaras é central.
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